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Notícias
28 de junho de 2018

Quais os principais desafios do professor da educação pública?

Construir um ambiente de aprendizagem de qualidade é um dos grandes desafios enfrentados no Brasil, em especial pelos professores que atuam em escolas públicas e se deparam, cotidianamente, com situações de desvalorização profissional, violência e falta de recursos. Nesse cenário, fica cada vez mais difícil manter o educando envolvido e interessado na escola. Fato que pode ser verificado, em muitos lugares, nos números apresentados pelo IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), com índices de aprendizagem abaixo do esperado e também com a incidência de evasão escolar, principalmente nos Anos Finais do Ensino Fundamental. A criação de estratégias para a resolução dessas questões é urgente para a consolidação de uma educação de qualidade.

Conheça os 10 principais desafios do professor da educação pública

1- Baixa remuneração

Essa luta é histórica e requer a organização de planos de carreira que valorizem a profissão docente. A desvalorização docente pode se desdobrar de diferentes formas. Uma delas é o excesso de jornada de trabalho, pois há professores que precisam de um reforço nas finanças e ampliam suas cargas horárias, dando muito mais aulas do que o indicado, o que prejudica suas atuações e pode, inclusive, gerar problemas de saúde oriundos do estresse diário.

2 - Pouca articulação entre escola e família

O pouco envolvimento familiar é uma das preocupações recorrentes e que vem sendo alvo de muitos debates entre professores e pedagogos. Afinal, para que haja uma educação completa e bem-sucedida, é preciso que os pais façam parte dela participando da gestão democrática da escola, acompanhando de perto os processos de aprendizagem dos filhos, seja para incentivá-los, seja para apoiá-los a vencer as dificuldades encontradas.

3 - Excesso de alunos por turma

A quantidade de alunos por turma influencia diretamente no trabalho do professor e na qualidade da aprendizagem. Turmas numerosas dificultam o atendimento mais individualizado de que muitos educandos necessitam.

4 - Defasagem de aprendizado

Todos os educandos são capazes de aprender. Todavia, nem todos aprendem no mesmo ritmo. Com alguns alunos é necessário um atendimento mais próximo para que algumas aprendizagens se consolidem. No entanto, nem sempre esse atendimento mais próximo acontece (pelas razões já mencionadas), e aí temos um número significativo de educandos que avança para as séries seguintes sem ter conhecimentos básicos e que são pré-requisitos para novas aprendizagens.

5 - Ambientes violentos

A falta de um ambiente seguro voltado para uma cultura de paz é um dos grandes problemas a serem enfrentados. Professores amedrontados pela violência da comunidade em que a escola está inserida e também pelas posturas agressivas de alunos e famílias se sentem impotentes para transformar algumas realidades.

6 - Falta de apoio pedagógico

Muitos professores se veem sozinhos para essa tarefa tão complexa que é a de organizar os processos de ensino e aprendizagem. Falta auxílio para questões cotidianas, falta parceria para a realização de projetos, falta apoio especializado para a inclusão de educandos com necessidades educacionais especiais.

7 - Formação em serviço deficitária

A falta de programas de formação continuada também costuma ser um desafio aos professores. Muitas secretarias estaduais e municipais de educação oferecem formação continuada aos profissionais. Todavia a dificuldade está, por vezes, na quantidade de vagas oferecidas e em encaixar os cursos com a carga horária das aulas e os trabalhos extras que muitos precisam fazer. Outra questão são as temáticas abordadas nos cursos, que nem sempre dão conta das necessidades dos profissionais que atuam nas salas de aula.

8 - Currículos e métodos ultrapassados

Conteúdos e processos de ensino e aprendizagem precisam ser revistos, visto que, em muitos lugares, currículos e métodos estão defasados. Muitas escolas de hoje mantêm os mesmos parâmetros de outras décadas, com pouca correlação entre as disciplinas e salas de aulas que dificultam a interatividade.

9 - Estrutura física inadequada

Muitos prédios de escolas públicas estão em situações precárias ou sofrendo com a falta de manutenção. Para um professor, trabalhar em espaços com goteiras, mobiliário quebrado, sem limpeza adequada é uma missão complexa. Uma boa estrutura física está relacionada também aos cuidados com o conforto mínimo do aluno e do educador, como carteiras diferenciadas para cada faixa etária e que acompanham o tamanho da criança, cortinas que bloqueiam a claridade e ar-condicionado nas salas de aula, entre outras questões.

10 - Escassez de recursos pedagógicos

Impacta negativamente no dia a dia dos professores, que, em casos extremos, precisam pagar com seus próprios recursos por materiais e equipamentos que possam ajudá-los a ministrar suas aulas. É comum que as salas de aula de colégios públicos não tenham giz, equipamentos eletrônicos e livros paradidáticos. O professor acaba usando como recursos a sua voz e o livro didático para organizar todo o processo de ensino e aprendizagem. Todas essas questões precisam ser enfrentadas por políticas públicas adequadas e eficientes. Para consolidar uma educação de qualidade, é preciso mais do que a boa vontade do professor. A luta contra a precarização do trabalho docente exige um planejamento sério por parte de gestores.