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Notícias
17 de dezembro de 2019

O que os dados dizem sobre a educação no Brasil?

Os últimos números do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes indicam suave melhora, mas mudanças de atitudes são necessárias para continuar evoluindo

A educação no Brasil teve uma leve evolução, mas ainda representa um grande desafio para o desenvolvimento do país. É o que indicam os dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), o principal ranking de educação do mundo, divulgados no último dia 3.

A  avaliação, realizada em 2018, mostrou que o desempenho dos alunos brasileiros em matemática, leitura e ciências obteve melhora de alguns pontos − simultânea nos três campos pela primeira vez em 10 anos. No entanto, o avanço não é considerado, estatisticamente, relevante pela organização. O Brasil ainda ocupa o 59º lugar do ranking entre os 79 países participantes da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Um longo caminho pela frente

Mais do que indicadores isolados, avaliações educacionais são consideradas fatores de desenvolvimento econômico, segundo a Profª Drª Zita Lago. “Por isso, é importante que repensemos onde estamos nessas médias de ranqueamentos internacionais e nas avaliações nacionais”, avalia Zita.

Além desses grandes indicadores, de acordo com ela, é preciso ficar de olho em outros dados. “Temos um alto índice de crianças na Educação Básica que não dominam textos simples, que não sabem codificar, ou seja, ter compreensão sobre o fato”, comenta.

Políticas públicas são a solução

Os números preocupantes, segundo a consultora, trazem à tona uma angústia sobre como proceder para conseguir avançar. Para ela, o caminho é uma mudança de atitude. “Isso vem de políticas educacionais, com melhoria de condições sociais e também educacionais, trazidas de mudanças nas leis”, explica.

De acordo com Zita, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi um passo nessa direção. “Ela traz essa oportunidade, porque foi construída ao longo de quatro anos, com grandes discussões envolvendo universidade e outras instâncias de apoio à educação, que demonstram a necessidade de se pensar em uma reestruturação curricular”, finaliza.