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Notícias
26 de abril de 2019

Entenda o que os dados do último Censo Escolar revelam sobre a educação brasileira

Resultados ajudam a compreender quais pontos ainda precisam ser melhorados

  O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou este ano os resultados do Censo Escolar 2018. O levantamento, que é o principal instrumento de coleta de informações sobre a educação básica brasileira, conta com a participação de todas as escolas públicas e privadas do país e abrange suas diferentes etapas e modalidades, incluindo: ensino regular, educação especial, educação de jovens e adultos (EJA) e educação profissional.   Abaixo, resumimos os principais dados para que você possa ter uma ideia geral de como está a situação atual da educação básica no Brasil. Confira!  

Menos alunos matriculados

Em 2018, foram registradas 48,5 milhões de matrículas nas 181,9 mil escolas de educação básica do país. Esse número representa 1,3 milhão a menos em comparação com o ano de 2014, ou seja, uma redução de 2,6% no total de matrículas nesse período.  

Distorção idade-série

A taxa de distorção idade-série aponta a porcentagem de estudantes matriculados que estão com dois anos ou mais de atraso nos estudos. Os dados de 2018 mostram que essa distorção é mais intensa nos 3º e 6º anos do Ensino Fundamental e se acentua também no 1º ano do Ensino Médio. Na rede pública, especificamente, a porcentagem de alunos com esse atraso chega a 19,7% no Ensino Fundamental e 31,1% no Ensino Médio — ou seja, 3 em cada 10 alunos dessa etapa não têm a idade adequada para série cursada.  

Disciplinas lecionadas por professores com formação na mesma área

Outro dado importante levantado pelo Censo diz respeito à formação específica dos professores. As informações mostram que ainda há muitos deles lecionando disciplinas que não são aquelas nas quais são especialistas. Os dados variam de acordo com a etapa de ensino: no Ensino Médio, 61,9% das matérias são ensinadas por professores com formação na mesma área; nos Anos Iniciais (1º ao 5º) do Ensino Fundamental, essa porcentagem é 63,1%; já nos Anos Finais (6º ao 9º), o índice cai significativamente para 51,7%, o que significa que quase a metade das disciplinas nesse nível de ensino é ministrada por professores que não são formados na área.  

Ensino em tempo integral

Mais um índice que chama atenção é o número de estudantes matriculados no ensino em tempo integral (com 7 horas ou mais de aulas diárias) na rede pública. No Ensino Fundamental, houve uma queda: em 2017, 13,9% dos alunos (3,7 milhões) estudavam sob essa modalidade, enquanto que, neste ano, são 9,4% (2,55 milhões). Já no Ensino Médio, a mudança foi positiva: passou de 8,4% para 10,3%, somando 6,7 milhões de estudantes em 2018.   Ficou interessado e quer conferir outros dados levantados pelo Censo Escolar 2018? Clique aqui para acessar o documento completo.