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20 de agosto de 2018

Como prevenir e combater o bullying nas escolas

Parceria entre escola, pais e alunos é essencial para manter o ambiente escolar saudável e acolhedor para todos Formar cidadãos mais tolerantes, empáticos e sem preconceitos, prontos para construir uma sociedade mais justa e menos desigual é um dos principais objetivos de quem se compromete com a educação. Por isso, prevenir e combater as situações de desrespeito e violência que caracterizam o bullying dentro do ambiente escolar deve ser sempre uma prioridade. Sabendo que, apesar de extremamente necessária, essa não é uma tarefa simples, pois envolve inúmeros fatores, preparamos algumas dicas a serem consideradas pelas instituições que buscam fazer o seu papel para transformar tal realidade. Confira!

Reconheça o problema

No Brasil, o bullying é regulado por duas legislações federais: uma de 2005 (Lei nº 13.185), que estabelece diretrizes para o Ministério e Secretarias de Educação, e uma de 2018 (Lei nº 13.663), que impõe que as escolas implantem iniciativas para a prevenção e o combate a diversos tipos de violência, incluindo o bullying. Contudo, mesmo sendo uma obrigação prevista em lei, muitas escolas ainda encontram dificuldade em cumprir essas determinações e um grande motivo disso é a resistência em admitir que o bullying existe. Assim, o primeiro passo é reconhecer a escola como um local suscetível ao problema, pois só então será possível medir sua dimensão e agir para enfrentá-lo.

Prepare sua equipe

É fundamental que o corpo docente e demais colaboradores estejam alinhados e aptos para identificar comportamentos suspeitos e situações de agressões, físicas ou verbais, entre os alunos. Mais do que isso, a equipe também deve estar preparada para fornecer as ferramentas para que os alunos sejam capazes de entender seus estados emocionais, expressá-los de forma construtiva, e procurar e pedir ajuda. Para essa preparação, contar com uma assessoria pedagógica, como a oferecida pelo Aprende Brasil, é ideal. Com ela, por exemplo, a escola tem o auxílio e a orientação de especialistas para organizar eventos e palestras de capacitação sobre o tema.

Incentive a participação dos estudantes

Preparar os professores para que saibam enfrentar o bullying é indispensável, mas para solucionar esse problema é preciso focar no protagonismo infantojuvenil, ou seja, instruir os alunos para que sejam parceiros nesse trabalho de combate e prevenção. Afinal, quem melhor do que eles próprios, que convivem de perto com os colegas, para entender o que está acontecendo? Para fazer com que eles sejam aliados nesse desafio, é necessário capacitá-los e transformar seus valores, enaltecendo e exemplificando sentimentos positivos, como altruísmo, coragem, empatia, autoestima e solidariedade. Orientar e formar “equipes de ajuda” entre os estudantes, por exemplo, é uma ótima ideia, pois assim eles podem dar suporte aos colegas que precisam de ajuda na convivência e, acima de tudo, não se calarão ao sofrerem ou testemunharem uma intimidação.

Envolva os pais na vida escolar

Descobrir se uma criança ou adolescente sofre ou pratica bullying muitas vezes não é fácil. Por isso, é muito importante que a escola tenha o apoio da família nesse processo. Os pais devem observar o comportamento dos filhos e conversar com eles, ouvindo-os mais do que julgando-os e, principalmente, não minimizando a  importância de seus problemas. Realize eventos com os pais para falar com eles sobre o assunto e explicar o que pode ser feito. Não só na escola, os alunos também precisam encontrar um ambiente acolhedor em casa para que se sintam confortáveis em compartilhar seus sentimentos e aflições.

Fique atento aos sinais

Segundo um levantamento feito em 2015 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 24% dos estudantes meninos e 15,6% das meninas do 9º ano já praticaram bullying. Entretanto, só 7% do total de alunos sofreu algum tipo de agressão física ou psicológica, independente do gênero. Isso significa que, para cada vítima, há três meninos e duas meninas que praticam o bullying. Veja abaixo alguns sinais que vão ajudar a identificar com mais facilidade o perfil dos envolvidos.

Quem sofre bullying:

  • Geralmente reclama muito e não gosta de ir para a escola, mesmo que elogie as aulas;
  • Isola-se em lugares com pouco movimento de pessoas, como a biblioteca, ou prefere ficar sempre em ambientes que tenham a presença de adultos;
  • Apresenta mudanças de humor com frequência e se irrita com facilidade aos menores problemas e situações do cotidiano;
  • Pode ter queda no desempenho escolar.

Quem pratica bullying:

  • Ri de forma debochada dos colegas, dando a entender que se diverte com esse tipo de situação;
  • Realiza piadas preconceituosas frequentemente ou costuma chamar colegas apenas por apelidos pejorativos;
  • Tem comportamento agressivo e se diverte com lutas, brigas, xingamentos ou quando alguém é humilhado.