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27 de março de 2019

Como ajudar a promover a inclusão de alunos com deficiência na escola

Passo a passo sobre o que fazer ao receber um estudante com deficiência ou transtornos de desenvolvimento

Incluir alunos com deficiência ou transtornos de desenvolvimento – Transtorno do Espectro Autista (TEA), por exemplo – na escola é reconhecer o direito que todos têm à educação e à cidadania. Porém, receber esses estudantes muitas vezes é um desafio para a instituição, seja por falta de informação, seja por falta de estrutura, entre outros fatores. Pensando nisso, trouxemos um passo a passo simplificado do que é preciso fazer para atender um estudante com especificidades como essas. Confira!

  1. Mantenha a calma e a transparência

Todos os alunos têm seu próprio jeito de lidar com suas características. Por isso, não tenha receio de assumir que não sabe a melhor forma de ajudar. Coloque-se à disposição para ouvir e pergunte à criança ou ao adolescente como ele gostaria de ser ajudado.

  1. Lembre-se de que ele é um estudante como os demais

É preciso tomar cuidado para não acabar tratando o aluno com deficiência de uma forma diferente da que é utilizada com os demais estudantes. Ao invés de se dirigir à família ou a quem acompanha a criança/adolescente, por exemplo, converse diretamente com ele.

  1. Conheça o aluno

Para nortear o trabalho pedagógico, é necessário ter o máximo de informações possível sobre o aluno, incluindo, por exemplo, como era a adaptação dele na escola anterior, a interação com os colegas e com a família e quem são os profissionais de apoio. Aliás, solicitar documentos, laudos ou pareceres desses profissionais também é muito importante, pois podem fornecer um diagnóstico preciso. É a partir de conversas com os familiares e o profissional de Atendimento Educacional Especializado (AEE) que será possível direcionar o estudante a atendimentos terapêuticos e tudo mais.

  1. Use o conhecimento sobre a inclusão e sobre o aluno

Após o levantamento das informações, é hora de utilizá-las para orientar toda a equipe pedagógica da escola, desde professores e outros colaboradores até os demais estudantes. Para realizar essa abordagem da melhor maneira, é necessário conhecer sobre inclusão e acessibilidade e, claro, a especificidade do aluno. Apenas tome cuidado para não se prender ao diagnóstico, pois isso pode acabar trazendo limitações. Conheça o estudante de forma integral, considerando todas as áreas: cognitiva, afetiva, motora e relacional.

  1. Construa um Plano de Desenvolvimento Individual

Planejar as ações, intervenções, flexibilizações e, se necessário, adaptações no currículo e no material didático que a escola terá que fazer para dar apoio e incluir o estudante é essencial. Elabore um plano de desenvolvimento individual para definir os objetivos de aprendizagem. É isso que norteará a escolha dos conteúdos a serem estudados, a metodologia e as formas de avaliação que serão utilizadas.

  1. Acompanhe, avalie e, se necessário, readapte

Durante todo o processo, será preciso observar como se dá a adaptação do estudante. Sabendo o que funciona ou não para ele e quais os desafios encontrados no caminho, faça os ajustes que forem necessários.